4 de janeiro de 2022
Sistema Financeiro Nacional (SFN): saiba o que é e para que serve

Desde as transações financeiras mais simples do dia a dia até o controle da moeda vigente, o Sistema Financeiro Nacional é o grande responsável por decidir e implementar soluções acerca do mercado financeiro. Conheça suas diversas camadas.

Você já imaginou como é feito o controle da economia nacional? Ou então, como determinados movimentos podem influenciar diretamente nos seus investimentos? A logística por trás da moeda é feita por diversos órgãos, que em conjunto formam o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Conhecer a estrutura do SFN , suas principais funcionalidades e importância é fundamental para definir os melhores investimentos, assim como para compreender as oscilações de mercado na economia brasileira. Acompanhe o texto a seguir e saiba mais sobre.

O que é o Sistema Financeiro Nacional?

Antes de entrarmos nas várias camadas que compõem o Sistema Financeiro Nacional , é de suma importância entendermos o que ele é de fato. A primeira informação que você deve ter em mente é de que o SFN é composto por uma rede de instituições normativas, supervisoras e operadoras.

O SFN foi criado em 1808, com a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil. É por meio deste sistema hierárquico que surgiram os dois principais bancos estatais do país: o Banco do Brasil, em 1809, e a Caixa Econômica Federal, em 1931.

Os rumos da economia, bem como suas implicações no dia a dia da população passam por decisões estratégias estabelecidas por alguns dos órgãos pertencentes ao SFN, como o Banco Central (Bacen) . Mas esta é só uma das entidades responsáveis pela organização do sistema financeiro do Brasil. 

Após o período da  Segunda Guerra Mundial, diversos órgãos foram criados para supervisionar e operar sobre a moeda nacional. Dentre eles, há entidades bastante conhecidas, como:

  • Fundo Monetário Internacional (FMI);
  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES );
  • Inspetoria Geral dos Bancos;
  • Sistema Financeiro da Habitação ( SFH );
  • Banco Mundial;
  • Banco Central (Bacen);
  • Bancos, operadoras de crédito e Bolsa de Valores ;
  • Conselho Monetário Nacional (CMN);
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Para que serve o Sistema Financeiro Nacional?

A finalidade do Sistema Financeiro Nacional é definir estratégias para ditar o rumo da economia do país, de acordo com as oscilações do mercado global e a circulação de moeda na sociedade. Dessa forma, é possível afirmar que toda a população brasileira é afetada pelas ações do SFN.

A definição da Taxa Básica de Juros (Selic), por exemplo, é um dos principais pilares do Sistema Financeiro Nacional , definido de acordo com o cenário político vigente. A Selic afeta desde a rentabilidade dos investimentos até o poder de compra da população.

Em conjunto com o Governo Federal, é papel do SFN agir de acordo com as necessidades da economia nacional, bem como controlar o uso de recursos públicos tanto entre as instituições como entre os poupadores. A emissão e circulação do Real também é de responsabilidade de órgãos do sistema.

Órgãos do Sistema Financeiro Nacional

A essa altura, você provavelmente já compreendeu que há mais de um órgão que responde ao Sistema Financeiro Nacional. A casta hierárquica é formada por três principais divisões, com funções distintas para legislar, controlar e operar. A seguir, você pode conhecê-las de maneira mais detalhada. Confira!

Instituições normativas

O primeiro pelotão do SFN pertence às instituições normativas, aquelas responsáveis por regulamentar o mercado financeiro do país. Na prática, representa os órgãos que definem as regras para o bom funcionamento da economia nacional.

Nesse cenário, a principal entidade é o Conselho Monetário Nacional (CMN) . O órgão é encarregado de controlar a emissão de moeda, além de fiscalizar as instituições financeiras – bancos, corretoras e empresas de crédito. Mas, não para por aí. O CMN é comandado pelo Ministro da Fazenda, o Ministro de Planejamento e o Presidente do Banco Central.

Além do Conselho Monetário Nacional, há ainda mais dois órgãos normativos essenciais para as decisões econômicas brasileiras: o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).

Instituições supervisoras

O segundo escalão do Sistema Financeiro Nacional é representado pelas entidades supervisoras, ou seja, aquelas que monitoram a economia de forma mais prática. A instituição mais conhecida desse espectro é o Banco Central (Bacen) , que, como dito anteriormente, é responsável pela política monetária e a definição da Selic.

Outro órgão pertencente da divisão supervisora do SFN é o Conselho de Valores Mobiliários (CVM), sendo este um velho conhecido dos investidores de renda variável no país. Isso porque, é papel do CVM fiscalizar sobre as movimentações que ocorrem na Bolsa de Valores.

Menos conhecidos, mas de igual importância, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) também pertencem ao grupo das instituições supervisoras do SFN.

Instituições operadoras

As diretrizes normativas e supervisoras da hierarquia econômica nacional não bastam para o bom funcionamento da economia. Além dos órgãos representantes de fiscalização, há a parte mais prática de todo esse sistema: os operadores intermediários, aqueles responsáveis por tratar diretamente com o cliente final.

Nesse grupo, entram em cena os bancos estatais e privados, os administradores de consórcios e as cooperativas de crédito. Além disso, as corretoras de moedas, seguradoras e todas as instituições de pagamento. A Caixa Econômica Federal , por exemplo, é um dos exemplos mais conhecidos. 

Se você deseja realizar um empréstimo ou financiamento, é por meio dessas instituições que será possível facilitar a compra da casa própria. Todo investimento financeiro é feito com base nas diretrizes das instituições operadoras.

Conclusão

Como você pode perceber, o Sistema Financeiro Nacional (SFN) dita as regras de toda a economia brasileira, com base em análises minuciosas de mercado, além de fiscalização constante das instituições. Compreender o funcionamento desse sistema é essencial na hora de escolher os melhores investimentos do mercado.

O SFN é responsável por ditar o rumo do desenvolvimento do país, já que contribui diretamente para projetos de infraestruturas e serviços que beneficiam a população. Desde a tomada de um empréstimo até o pagamento de dívidas, passa pelas movimentações impostas por essas instituições.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a economia brasileira, fica mais fácil fazer boas escolhas para os seus investimentos. Entre as opções oferecidas pela CashMe, por exemplo, o empréstimo com garantia de imóvel figura como uma das melhores alternativas para quem busca juros baixos. Confira as condições e peça já o seu!

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